I Congreso de la ALAP  

“População, pobreza, desigualdade e exclusão na América Latina e Caribe”

Caxambú - MG - Brasil, 18- 20 de Setembro de 2004

Notal conceptual de la convocatoria 

Nos últimos 30 anos, a concentração de renda na América Latina, região mais desigual do planeta, cresceu. Segundo o relatório do Banco Mundial “Desigualdade na América Latina e no Caribe: rompendo com a História”, a desigualdade na região supera a da África, Ásia e Europa Central e vem acompanhado de um elevado aumento da pobreza em nosso continente.

Estes elevados níveis de pobreza encontram seu principal determinante na estrutura da desigualdade Latino-americana, uma perversa desigualdade tanto na distribuição de renda quanto nas oportunidades de inclusão econômica e social.

Esta temática está referida às diferentes concepções sobre a questão da pobreza. A pobreza, evidentemente, não pode ser definida de forma única e universal. Ela é uma construção social que varia nas suas dimensões de tempo e espaço. Nos últimos 30 anos é possível identificar diferentes concepções através dos quais o tema tem sido tratado.

A primeira, é a idéia da pobreza como insuficiência de emprego.

Ao final dos anos 60 e inicio dos anos 70, três temas interligados e referidos ao tipo de desenvolvimento experimentado pelos países latino-americanos nos anos 50 e 60 mobilizavam o debate de economistas e cientistas sociais: o do subemprego, o do setor informal e o da marginalidade urbana. Incorporando perspectivas teóricas e níveis de analise diferentes, tais debates tinham, no entanto, o mesmo ponto de partida, a saber o reconhecimento de que o processo de industrialização e crescimento econômico na América Latina assumira um caráter marcadamente excludente. Em contraste com a experiência histórica dos países centrais, o desenvolvimento dos países latino americanos, vistos como periféricos ou dependentes, era incapaz de gerar um número de empregos compatível com a rápida expansão da força de trabalho urbana, provocada tanto pelo crescimento demográfico natural, quanto pelos fluxos migratórios urbanos.

Em outras palavras, o intenso crescimento econômico dos anos 50 e 60 não tinham incorporado as massas urbanas, que permaneciam excluídas do estatuto do salário, destituídas dos direitos, garantias e proteções trabalhistas e com níveis de rendimento inferiores ao mínimo da subsistência social.

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